-Danilo? – ele estava encostado no carro preto na frente da minha casa.
-Oi – ele vem flutuando na minha direção - vim te buscar – ele sorri fazendo duas covinhas lindas em seu rosto.
-E aonde você pensa que vai me levar? – um leve arrepio percorre a minha espinha quando ele pega na minha mão.
- Para a minha casa a Sabrina quer te ver – eu retiro a minha mão da dele – e falar o que você não deixou que ela falasse ontem.
- Eu não posso – era mais fácil dizer não para ele do que para a minha amiga vampira.
-Ela pediu para que eu viesse falar com você. Então vem? – ele mordeu o lábio inferior e franziu o cenho
-Não, eu não posso – eu já estava entrando em casa quando ele me segurou pelo braço.
- Ninguém vai descobrir – seus olhos cor de mel transbordavam certeza – eu juro – não sei por que, mas não tem motivo para duvidar dele só que um pé atrás nunca é de mais.
-Prove – foi só o consegui dizer.
-Claro – ele fez sinal com a mão para que alguém saísse do carro.
A pessoa que saiu do carro usava a mesma roupa que eu usei ontem, calça jeans, camiseta do uniforme e o cabelo levemente preso e alguns cachos caídos na frente. Só que tem um pequeno problema fui eu quem saiu do carro.
-Como? – minha voz não passou de um sussurro
-Se você vier comigo a Sabrina vai poder te explicar – ele passou a mão pela minha cintura e a manteve lá, firme.
-A minha irmã esta dormindo e eu não posso deixar que ela entre – me afastei dele de novo tentando bloquear a passagem daquele clone.
-Mas ela é você – ele estendeu a mão pra mim – venha, você não precisa ter medo, confia em mim?
-Não, eu confio na Sabrina – respirei fundo – venha ela vai te explicar - fui para o carro – troca de roupa você não dormiu com está – eu disse passando por mim,
-Você é brava? – o Danilo disse colocando o sinto de segurança.
-Quando precisa – não estava muito a fim de conversar e ele notou.
Ficamos alguns minutos se dizer nada.
-Você é muito amiga e ela gosta muito de você, se eu não te levasse ela viria te buscar. – ele não tira os olhos da estrada por nenhum momento.
-Por que eu não fiquei? – fui tola vindo com ele. -Eu também gosto muito dela – eu deitei a cabeça no banco admirando seus traços.
Ele ri quando nota que estou cuidando cada movimento seu.
-O que foi? – ele pergunta meio envergonhado.
-Uma duvida: como é que eu nunca vi a casa de vocês no morro Ferrabraz?
-Nós criamos uma camada que impossibilita que vocês humanos vejam – ele estava me olhando como se procurasse algo.
-O que foi? – sinto o meu rosto corar.
- Uma duvida – ele sorri depois de repetir as mesmas palavras que eu – por que você parece não ter medo de nós?
-É simples – o carro para, mas nem me dou o trabalho de ver onde estamos – eu não sei.
Ele da à volta no carro e abre a porta antes mesmo de que consiga tirar o sinto de segurança.
-Venha você tem que saber de muitas coisas.
sábado, 8 de maio de 2010
CAPITULO 1
A porta da minha casa teimava em abrir, mas ela sempre fazia isso. A sala de visitas estava com pouca luz apenas o que entrava pelas frestas da janela, mas o que me fez parar não foi a pouca luz, mas é que havia alguém sentado na minha sala e pela luz que entrava, não era a minha mãe, nem a minha irmã muito menos o meu pai apenas pelo fato de que eles não usavam sandálias de marca.
Eu continuava na porta, não me mexia, quase não respirava.
-Oi – a pessoa falou e eu conhecia aquela voz, mas não era exatamente do jeito que eu me lembrava.
Eu procurei o interruptor para ter certeza de que eu não estava louca porque a Sabrina havia sumido a mais de duas semanas e ninguém tinha nenhuma idéia dela, as buscas até estavam diminuindo.
A luz machucou um pouco os meus olhos, mas não tinha sido eu que havia as ligado. Eu fiquei de olhos fechados criando coragem para ver que eu estava louca de vez, mas ai alguém tocou o meu braço, o toque era mais frio que o normal. Eu ainda não olhava para quem quer que esteja na minha frente.
- Oi? – a voz era a dela eu sabia disso, lentamente abri meus olhos e quando vi o cabelo loiro escuro, os olhos verdes e os traços eu tinha certeza de que era ela, não pensei duas vezes eu pulei no seu pescoço.
-Sabrina por que você fez isso? Porque você... – eu não conseguia mais falar eu estava assustada.
-Calma Ari, eu vou te explicar tudo – ela me puxou para o sofá.
-Por que você nos abandonou? Por que nos deixou assim? Sem me falar nada? Sem telefonar? Sem dar sinal de vida? E depois de mais de duas semanas aparece aqui? Você já viu a sua mãe? – despejei tudo de uma vez se estava louca pelo menos eu teria respostas.
- Certo uma de cada vez - ela suspirou e me olhou bem nos olhos - eu não abandonei vocês eu não tive escolha – agora ela fitava o chão - e eu não queria deixar ninguém. E não, não vi a minha mãe. Eu vim falar só com. – ela segurava uma das minhas mãos.
- Como assim? Você não voltou para ficar? Sabrina eu não estou entendendo – eu me afastei um pouco dela procurando olha-la bem nos olhos - por quê?
- Porque eu não sou mais a mesma. Eu não quero colocar ninguém em risco – ela se levantou junto com as buzinadas de um carro – eu quero que você conheça a minha nova família, você vem? – a mão dela esperava no ar.
-Eu não sei – eu me afundei no sofá.
- Confie em mim – os seus olhos verdes imploravam pelo meu sim – venha – ela pegou na minha mão.
- Vamos – eu sai de casa com muito medo, mas eu confiava cegamente nela.
Tem um carro preto na frente de casa, não me dou ao trabalho de ver de que marca era.
-Ari esse é o Rodrigo, meu namorado – ela apresentou o cara lindo do seu lado.
- Sabrina eu não estou entendendo nada da para você começar a falar, por favor?
Agora eu estava com medo do que ela iria me falar eu não estava entendendo nada até agora e vai saber se não iria piorar daqui para frente.
- Eu nem sei como começar – ela se virou para mim – eu tenho um segredo que tenho medo de te contar – ela olhou para frente de novo e o Rodrigo segurou a sua mão, como se ele estivesse lhe passando coragem.
-Eu estou assustada – a minha voz falha.
- Esse é o problema você vai se assustar muito mais – ela respira fundo e parece tomar coragem – eu mudei muito, eu me tornei uma vampi...
- Não vai me dizer vampira vai? – a interrompi no meio da frase ela só pode ter ficado louca. Ela leu historias de mais, eu sabia que isso ia acontecer, mas não achei que ela seria afetada desse jeito a ponto de acreditar em vampiros. É claro que ela esta mais bonita, um pouco mais gelada, pálida, com olheiras, olhos de uma cor diferente... - AI MEU DEUS... Você é uma vampira mesmo. Ou sou eu que enlouqueci contigo. – ela me olhava calma como se nós tivéssemos conversando sobre bichinho de pelúcia e não sobre eu ter uma amiga vampira.
- Não amor. Você não esta louca eu sou isso ai que você disse – agora ela sorria de um jeito que me dava medo – eu sei que você deve me achar louca, mas calma eu vou te contar tudo.
- Você não pode ser uma vampira. – o meu coração dava mortal e se ela era um vampira o namorado provavelmente também e eu seria o lanche. Tive de conter o grito de horror.
- Bem as coisas não saíram como eu esperava – o medo me tomou agora era o meu fim. - Eu estava indo para o mercado quando esse carro parou perto de mim e eu simplesmente fui pega e colocada aqui dentro... - seu rosto esta vagando em lembranças nada fáceis. Ela não ira me machucar - quando eu notei, já estava vomitando sangue e uma voz apenas me dizia para eu olhar sempre o chão, porque ali não seria refletida a minha imagem - agora suas mãos estavam apertando seus joelhos - quando notei que o meu braço havia sido cortado para sair o sangue mais rápido... Depois disso só me lembro de acordar no outro dia numa cama rodeada por pessoas que eu nunca tinha visto antes, mas todos extremamente bonitos, e não adiantava o quanto eu gritava o quanto eu batia neles eles não me soltavam. Até que eu parei e os ouvi. Assim descobri o que eu era, porque eu e quem tinha me transformado que nesse caso foi o Rodrigo - ele se virou para mim. Pelo o que conseguia ver do seu rosto é levemente triangular seu cabelo é preto, mas o que mais chama atenção é a sua boca carnuda e um sorriso perfeito.
- Chegamos – o seu rosto se iluminou num lindo sorriso
-Aonde nós chegamos? – eu olhei pela janela, mas só via arvores.
-Você vai conhecer a minha nova família. - como deve ser uma família de vampiros?
-Nova família? – eu temia o que ira encontras
- A família do Rodrigo é minha agora. – sua voz tinha um tom de receio por me falar isso.
-Mais quem é quem? – eu tinha medo de descobrir. O que será que iria acontecer lá dentro
-Você logo vai descobrir e não precisa ficar com medo – ela me abraçou – eu sei que nós vampiros somos perigosos, mas só quando estamos com fome.
-Com fome? – eu senti todo o meu corpo se enrijecer.
- Nós podemos matar as pessoas que mais amamos sem ter piedade, mas não tenha medo ninguém vai fazer isso com você – ela me soltou do abraço – calma.
- Você quer que eu tenha calma depois de tudo o que eu ouvi? – eu recuei três passos
-Vamos lá Ari, não vai me dizer que você esta com medo? - ela avaliou a minha expressão
-Esta bem não digo mais eu estou. – dei mais três passos para trás.
- Eu não vou te esconder nada você esta sabendo que nós somos perigosos, mas nós não vamos te machucar. Você só vem se quiser. Eu posso te levar de volta. – eu confiava e amava ela, mas isso era quando ela era humana. Agora eu não sei. A minha intuição dizia para que eu saísse de la correndo, mas como ela nunca funcionava, eu iria.
Eu respirei fundo buscando coragem e disse:
-Vamos lá, eu acho que posso confiar em você.
-Sempre – ela me abraçou pelo ombro e me conduziu para a sua nova família.
Eu estava na frente de um casarão antigo, a porta é extremamente grande e de madeira parecendo ter sido talhada à mão, uma escada de cinco degraus arredondados nos levavam ate ela.
Logo que passamos pela porta a Sabrina e o Rodrigo estavam muito juntos na minha frente tentando bloquear a visão de alguém.
Dava para ouvir que alguém jogava vídeo game na sala, tinha alguém lendo em um divã, mas eu não conseguia ver direito como era a pessoa porque a Sabrina ficava na frente.
-O que vocês estão escondendo ai? – um homem falou na sala.
- Não a nada a ser escondido – a Sabrina respondeu.
- Deixe-me ver – outro homem falou e os dois se afastaram para que o homem que aparenta ter uns trinta e quatro anos da para ver perto dos seus olhos são de um azul tão intenso que chega aparecer cinza e a cima do olho direito tem uma cicatriz que perto da sua beleza passa praticamente despercebido.
Agora eu via uma mulher linda de cabelos curtos e negros mais longe e quem jogava o vídeo game que também era simplesmente o mais lindo com os olhos cor de mel e o cabelo castanho todo bagunçado.
-Ora o que temos aqui? – o homem da cicatriz falou parecendo o matriarca.
-Uma pessoa muito importante para mim. – o respeito e carinho que ela mostrou por ele me fizeram ver que esse realmente era o seu lugar.
-Olá eu sou o Marcos – ele esticou a mão para que nós nos cumprimentássemos.
-Ariana – eu não sei por que, mas não tenho medo dele.
-Vou chamar ou outros – o homem lindo que estava jogando sobe a escada que deve dar aos quartos no segundo andar.
- Ela é a Carmem – o Marcos mostra a mulher mais ao fundo da sala – e o que subiu é o Danilo – ele sorri para mim e isso faz com que eu me acalme - venha se sentar – ele me direciona para o sofá que nos deixa de costas para a porta.
- Eu vou tirar isso daqui – a Carmem se referia a televisão colocada no outro sofá que ficava se frente para a porta. Ela não fez o que eu espera, apenas olhou fixo para a televisão que do nada começou a se esfarelar junto com o outro aparelho.
-Outra vez Carmem? – o Marcos estava chocado, mas nem chegava perto do estado que eu estava.
-Carmem – o Danilo vinha por ultimo e ficou bravo quando viu o que a irmã havia feito.
-Depois – foi só o que ela disse.
-Bem... Estes são Jéferson e Carolinne
O Jéferson é negro, ele tem os olhos bem pretos quase não da para saber aonde começa a pupila do olho, o seu cabelo cortado bem curto as orelhas um pouco salientes um rosto mais quadrado. A Carolinne é loura e linda ela é encorpada e o seu cabelo grande, as maçãs do seu rosto são mais saliente, seu nariz arrebitado ela tem uma franja lateral que deixa seu rosto mais harmonioso e a cor dos seus olhos azuis esverdeados.
-Eu acho que tenho de ir, preciso de um tempo para digerir tudo isso. – eu me levantei e fui me despedindo de todos.
Eu continuava na porta, não me mexia, quase não respirava.
-Oi – a pessoa falou e eu conhecia aquela voz, mas não era exatamente do jeito que eu me lembrava.
Eu procurei o interruptor para ter certeza de que eu não estava louca porque a Sabrina havia sumido a mais de duas semanas e ninguém tinha nenhuma idéia dela, as buscas até estavam diminuindo.
A luz machucou um pouco os meus olhos, mas não tinha sido eu que havia as ligado. Eu fiquei de olhos fechados criando coragem para ver que eu estava louca de vez, mas ai alguém tocou o meu braço, o toque era mais frio que o normal. Eu ainda não olhava para quem quer que esteja na minha frente.
- Oi? – a voz era a dela eu sabia disso, lentamente abri meus olhos e quando vi o cabelo loiro escuro, os olhos verdes e os traços eu tinha certeza de que era ela, não pensei duas vezes eu pulei no seu pescoço.
-Sabrina por que você fez isso? Porque você... – eu não conseguia mais falar eu estava assustada.
-Calma Ari, eu vou te explicar tudo – ela me puxou para o sofá.
-Por que você nos abandonou? Por que nos deixou assim? Sem me falar nada? Sem telefonar? Sem dar sinal de vida? E depois de mais de duas semanas aparece aqui? Você já viu a sua mãe? – despejei tudo de uma vez se estava louca pelo menos eu teria respostas.
- Certo uma de cada vez - ela suspirou e me olhou bem nos olhos - eu não abandonei vocês eu não tive escolha – agora ela fitava o chão - e eu não queria deixar ninguém. E não, não vi a minha mãe. Eu vim falar só com. – ela segurava uma das minhas mãos.
- Como assim? Você não voltou para ficar? Sabrina eu não estou entendendo – eu me afastei um pouco dela procurando olha-la bem nos olhos - por quê?
- Porque eu não sou mais a mesma. Eu não quero colocar ninguém em risco – ela se levantou junto com as buzinadas de um carro – eu quero que você conheça a minha nova família, você vem? – a mão dela esperava no ar.
-Eu não sei – eu me afundei no sofá.
- Confie em mim – os seus olhos verdes imploravam pelo meu sim – venha – ela pegou na minha mão.
- Vamos – eu sai de casa com muito medo, mas eu confiava cegamente nela.
Tem um carro preto na frente de casa, não me dou ao trabalho de ver de que marca era.
-Ari esse é o Rodrigo, meu namorado – ela apresentou o cara lindo do seu lado.
- Sabrina eu não estou entendendo nada da para você começar a falar, por favor?
Agora eu estava com medo do que ela iria me falar eu não estava entendendo nada até agora e vai saber se não iria piorar daqui para frente.
- Eu nem sei como começar – ela se virou para mim – eu tenho um segredo que tenho medo de te contar – ela olhou para frente de novo e o Rodrigo segurou a sua mão, como se ele estivesse lhe passando coragem.
-Eu estou assustada – a minha voz falha.
- Esse é o problema você vai se assustar muito mais – ela respira fundo e parece tomar coragem – eu mudei muito, eu me tornei uma vampi...
- Não vai me dizer vampira vai? – a interrompi no meio da frase ela só pode ter ficado louca. Ela leu historias de mais, eu sabia que isso ia acontecer, mas não achei que ela seria afetada desse jeito a ponto de acreditar em vampiros. É claro que ela esta mais bonita, um pouco mais gelada, pálida, com olheiras, olhos de uma cor diferente... - AI MEU DEUS... Você é uma vampira mesmo. Ou sou eu que enlouqueci contigo. – ela me olhava calma como se nós tivéssemos conversando sobre bichinho de pelúcia e não sobre eu ter uma amiga vampira.
- Não amor. Você não esta louca eu sou isso ai que você disse – agora ela sorria de um jeito que me dava medo – eu sei que você deve me achar louca, mas calma eu vou te contar tudo.
- Você não pode ser uma vampira. – o meu coração dava mortal e se ela era um vampira o namorado provavelmente também e eu seria o lanche. Tive de conter o grito de horror.
- Bem as coisas não saíram como eu esperava – o medo me tomou agora era o meu fim. - Eu estava indo para o mercado quando esse carro parou perto de mim e eu simplesmente fui pega e colocada aqui dentro... - seu rosto esta vagando em lembranças nada fáceis. Ela não ira me machucar - quando eu notei, já estava vomitando sangue e uma voz apenas me dizia para eu olhar sempre o chão, porque ali não seria refletida a minha imagem - agora suas mãos estavam apertando seus joelhos - quando notei que o meu braço havia sido cortado para sair o sangue mais rápido... Depois disso só me lembro de acordar no outro dia numa cama rodeada por pessoas que eu nunca tinha visto antes, mas todos extremamente bonitos, e não adiantava o quanto eu gritava o quanto eu batia neles eles não me soltavam. Até que eu parei e os ouvi. Assim descobri o que eu era, porque eu e quem tinha me transformado que nesse caso foi o Rodrigo - ele se virou para mim. Pelo o que conseguia ver do seu rosto é levemente triangular seu cabelo é preto, mas o que mais chama atenção é a sua boca carnuda e um sorriso perfeito.
- Chegamos – o seu rosto se iluminou num lindo sorriso
-Aonde nós chegamos? – eu olhei pela janela, mas só via arvores.
-Você vai conhecer a minha nova família. - como deve ser uma família de vampiros?
-Nova família? – eu temia o que ira encontras
- A família do Rodrigo é minha agora. – sua voz tinha um tom de receio por me falar isso.
-Mais quem é quem? – eu tinha medo de descobrir. O que será que iria acontecer lá dentro
-Você logo vai descobrir e não precisa ficar com medo – ela me abraçou – eu sei que nós vampiros somos perigosos, mas só quando estamos com fome.
-Com fome? – eu senti todo o meu corpo se enrijecer.
- Nós podemos matar as pessoas que mais amamos sem ter piedade, mas não tenha medo ninguém vai fazer isso com você – ela me soltou do abraço – calma.
- Você quer que eu tenha calma depois de tudo o que eu ouvi? – eu recuei três passos
-Vamos lá Ari, não vai me dizer que você esta com medo? - ela avaliou a minha expressão
-Esta bem não digo mais eu estou. – dei mais três passos para trás.
- Eu não vou te esconder nada você esta sabendo que nós somos perigosos, mas nós não vamos te machucar. Você só vem se quiser. Eu posso te levar de volta. – eu confiava e amava ela, mas isso era quando ela era humana. Agora eu não sei. A minha intuição dizia para que eu saísse de la correndo, mas como ela nunca funcionava, eu iria.
Eu respirei fundo buscando coragem e disse:
-Vamos lá, eu acho que posso confiar em você.
-Sempre – ela me abraçou pelo ombro e me conduziu para a sua nova família.
Eu estava na frente de um casarão antigo, a porta é extremamente grande e de madeira parecendo ter sido talhada à mão, uma escada de cinco degraus arredondados nos levavam ate ela.
Logo que passamos pela porta a Sabrina e o Rodrigo estavam muito juntos na minha frente tentando bloquear a visão de alguém.
Dava para ouvir que alguém jogava vídeo game na sala, tinha alguém lendo em um divã, mas eu não conseguia ver direito como era a pessoa porque a Sabrina ficava na frente.
-O que vocês estão escondendo ai? – um homem falou na sala.
- Não a nada a ser escondido – a Sabrina respondeu.
- Deixe-me ver – outro homem falou e os dois se afastaram para que o homem que aparenta ter uns trinta e quatro anos da para ver perto dos seus olhos são de um azul tão intenso que chega aparecer cinza e a cima do olho direito tem uma cicatriz que perto da sua beleza passa praticamente despercebido.
Agora eu via uma mulher linda de cabelos curtos e negros mais longe e quem jogava o vídeo game que também era simplesmente o mais lindo com os olhos cor de mel e o cabelo castanho todo bagunçado.
-Ora o que temos aqui? – o homem da cicatriz falou parecendo o matriarca.
-Uma pessoa muito importante para mim. – o respeito e carinho que ela mostrou por ele me fizeram ver que esse realmente era o seu lugar.
-Olá eu sou o Marcos – ele esticou a mão para que nós nos cumprimentássemos.
-Ariana – eu não sei por que, mas não tenho medo dele.
-Vou chamar ou outros – o homem lindo que estava jogando sobe a escada que deve dar aos quartos no segundo andar.
- Ela é a Carmem – o Marcos mostra a mulher mais ao fundo da sala – e o que subiu é o Danilo – ele sorri para mim e isso faz com que eu me acalme - venha se sentar – ele me direciona para o sofá que nos deixa de costas para a porta.
- Eu vou tirar isso daqui – a Carmem se referia a televisão colocada no outro sofá que ficava se frente para a porta. Ela não fez o que eu espera, apenas olhou fixo para a televisão que do nada começou a se esfarelar junto com o outro aparelho.
-Outra vez Carmem? – o Marcos estava chocado, mas nem chegava perto do estado que eu estava.
-Carmem – o Danilo vinha por ultimo e ficou bravo quando viu o que a irmã havia feito.
-Depois – foi só o que ela disse.
-Bem... Estes são Jéferson e Carolinne
O Jéferson é negro, ele tem os olhos bem pretos quase não da para saber aonde começa a pupila do olho, o seu cabelo cortado bem curto as orelhas um pouco salientes um rosto mais quadrado. A Carolinne é loura e linda ela é encorpada e o seu cabelo grande, as maçãs do seu rosto são mais saliente, seu nariz arrebitado ela tem uma franja lateral que deixa seu rosto mais harmonioso e a cor dos seus olhos azuis esverdeados.
-Eu acho que tenho de ir, preciso de um tempo para digerir tudo isso. – eu me levantei e fui me despedindo de todos.
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